03/09/2010, por Monge Jüshin
Um bárbaro é fisicamente diferentedo, mas não em natureza búddhica
Hui-neng foi para a província de Huang-mei, no norte, onde chegou depois de um mês de caminhada. Ao encontrar o mestre Hung-jen, ele lhe disse:
Hui-neng: Sou um lenhador da província Hsin-chou de Kuang-tung. Viajei desde longe para prestar reverência ao senhor e para pedir apenas a iluminação.
Hung-jen: Você é nativo de Kuang-tung, um bárbaro? Como espera se tornar um buddha?
Hui-neng: Apesar de existirem homens do norte e homens do sul, norte e sul não fazem diferença na natureza búddhica. Um bárbaro é fisicamente diferente do senhor, mas não em natureza búddhica.
Hui-neng foi admitido no monastério como cozinheiro.
("Huei-Neng, o último patriarca (638-713)" Por Philip Kapleau)
01/09/2010, por Jaqueline Kashin
Métodos para cultivar os hábitos da felicidade(3)
O Sutra do Coração diz: “forma é vacuidade, vacuidade é forma” – o que isto significa? O bodisatva Avalokiteshvara disse que tudo é vazio. E queremos perguntá-lo: “Senhor Bodisatva, você diz que tudo é vazio, mas eu quero lhe perguntar, ‘vazio do que’?” Porque vazio é sempre vazio de algo. Esta é uma maneira habilidosa de destruir a palavra “vacuidade” para conseguir o insight da vacuidade. Imagine um copo. Concordamos que ele está vazio. Mas é importante fazer a pergunta que parece inútil, mas que não é: “vazio de que?” Vazio de chá, talvez. Vazio significa vazio de algo. É como consciência, percepção, sentimento. Sentir significa sentir algo. Estar consciente significa estar consciente de algo. Estar atento significa estar atento a algo. O objeto existe ao mesmo tempo em que o sujeito. Não pode haver mente sem objeto da mente. Isto é muito simples, muito claro. Assim nós concordamos que este copo está vazio de chá. Mas não podemos dizer que este copo está vazio de ar. Ele está cheio de ar. (Do livro Buddha Mind, Buddha Body: Walking toward Enlightenment, de Thich Nhat Hanh)
31/08/2010, por Jaqueline Kashin
Métodos para cultivar os hábitos da felicidade(2)
Habilidosamente, fazendo uso da noção de vacuidade, você pode produzir o insight de vacuidade. Uma vez que o fogo se manifeste, ele consumirá o fósforo; quando o insight da vacuidade se manifesta, ele destruirá a noção da vacuidade. Se você for suficientemente habilidoso para fazer uso da noção da vacuidade, você então tem o insight da vacuidade e está livre da palavra “vacuidade”. Eu espero que você consiga ver a diferença entre vacuidade enquanto insight e vacuidade enquanto noção. (Do livro Buddha Mind, Buddha Body: Walking toward Enlightenment, de Thich Nhat Hanh)
30/08/2010, por Jaqueline Kashin
Métodos para cultivar os hábitos da felicidade(1)
Existem três tipos diferentes de concentração. A primeira é a vacuidade. Vacuidade aqui é uma concentração e não uma filosofia. A vacuidade não é uma tentativa de descrever a realidade. A vacuidade é oferecida como um instrumento. E nós temos que manusear a noção da vacuidade habilidosamente para não sermos aprisionados nesta noção. A noção da vacuidade e o insight de vacuidade não duas coisas diferentes. Vamos considerar uma vela. Para acender uma vela, você acende um fósforo, você precisa de fogo. E o fósforo é apenas um instrumento, um meio. Sem o fósforo você não consegue produzir o fogo. O seu objetivo último é a chama e não o fósforo. Buda lhe oferece a noção de vacuidade, porque ele tem que usar noções e palavras para se comunicar. (Do livro Buddha Mind, Buddha Body: Walking toward Enlightenment, de Thich Nhat Hanh)
29/08/2010, por Monge Jüshin
"Buddhismo Humanista"
("Ensinamento Fundamental do Buddhismo Ch'an" do Mestre Hsing Yün)
Ensinamentos Fundamentais do Budismo Ch'an
Ensinamentos Fundamentais do Budismo Ch'an
Ensinamentos Fundamentais do Budismo Ch'an
27/08/2010, por Monge Jüshin
Entre o sono e o sonho
Entre mim e o que em mim me suponho,
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre -
Esse rio sem fim.
Fernando Pessoa
postasdo por Gabriela Jikiho
26/08/2010, por Monge Jüshin
Somos da Continuação
Quando tomamos um banho ou uma chuveirada, podemos olhar para o nosso corpo e ver que ele foi um presente dos nossos pais e dos pais deles. Ainda que muitos não queiram ter grande ligação com nossos pais e de seus ancestrais. Quando se olha profundamente é impossível não ver certa identificação com eles. À medida que lavamos cada parte do nosso corpo, podemos perguntar a nós mesmos: "A quem pertence este corpo? Quem me transmitiu este corpo? O que foi transmitido?" Meditando desta forma, descobriremos que há três componentes: o transmissor, aquilo que é transmitido e aquele que recebe a transmissão. O transmissor são nossos pais. Nós somos a continuação de nossos pais e de seus ancestrais. O objeto da transmissão é o nosso próprio corpo. E aquele que recebe a transmissão somos nós. Se continuarmos a meditar sobre isto, veremos claramente que o transmissor, o objeto transmitido e o receptor são uma coisa só. Todos os três estão presentes no nosso corpo. Quando estamos profundamente em contato com o momento presente, podemos ver que todos os nossos ancestrais e todas as gerações futuras estão presentes em nós. Vendo isto, saberemos o que fazer e o que não fazer - para nós mesmos, pelos nossos ancestrais, pelos nossos filhos e pelos filhos destes.
(Do livro "Os cinco treinamentos para a mente alerta" - Thich Nhat Hanh)
24/08/2010, por Monge Jüshin
Assim como existe a "indústria do sexo", existe a "da mentira"
(Do livro "Os cinco treinamentos para a mente alerta" - Thich Nhat Hanh)
23/08/2010, por Monge Jüshin
Dizendo que esta forma de pensar ou de organizar a sociedade é a melhor
(Do livro "Os cinco treinamentos para a mente alerta" - Thich Nhat Hanh)
22/08/2010, por Monge Jüshin
Falar com consciência plena pode trazer felicidade real
(Do livro "Os cinco treinamentos para a mente alerta" - Thich Nhat Hanh)
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